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Você já ouviu falar da Síndrome do Impostor?

outubro 3, 2018
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Ilustração: Rachel Levit

Sabe aquela sensação de que um dia vão descobrir que você é uma farsa ou que tudo que você conquistou profissionalmente foi por sorte?

Se você já se sentiu assim, saiba que você faz parte das estatísticas de quem sofre a Síndrome do Impostor. 70% das pessoas já sentiu ou sofrerá com  a síndrome pelo menos uma vez na vida, segundo pesquisa realizada pela psicóloga Gail Matthews da Universidade Dominicana da Califórnia.

Eu já vivenciei esse sentimento quando eu era estagiária na revista Superinteressante. Por não ter feito uma faculdade de design, eu me cobrava muito para que meu trabalho saísse perfeitamente. Era um misto de perfeccionismo, ansiedade e falta de experiência. Anos se passaram e acabei costurando novas carreiras à minha trajetória como a de ilustradora e ceramista. Por estar começando em novas carreiras, a síndrome ainda insistia em bater na minha porta.

Uma das principais causas para o desenvolvimento da síndrome é a internet. Ela acabou intensificando o costume de ficarmos nos comparando o tempo todo com o outro. Em busca do “sucesso” estampado nas redes sociais, nunca estamos satisfeitos com o que conseguimos produzir. E daí parece que nunca somos bons o bastante. Até os elogios que recebemos parece que foi endereçado à pessoa errada. Sem falar daquela ansiedade de que temos que trabalhar mais e fazer mais – sempre.

Sabe a síndrome que bateu na minha porta outras vezes? Para que ela não entrasse na minha vida, tive que aprender na marra como mandar o sentimento pra longe.

Uma das primeiras coisas que fiz foi entender que não é preciso ser perfeito. Me colocar em uma posição de aprendiz me permitiu ter menos controle sobre meu trabalho me permitindo focar nos minhas conquistas e não nos meus erros.

Além disso, fui conversar com as pessoas que eu considerava bem sucedidas para entender suas trajetórias e percebi que elas não eram tão diferentes de mim – suas carreiras também foram permeadas de recomeços, ansiedades e dúvidas. 

Também criei uma rede de apoio (um grupo de amigos) para que toda as vezes que eu duvidasse da minha competência, a rede pudesse me lembrar  da minha capacidade e das minhas conquistas.

Por fim, faço bastantes exercícios de autoconhecimento e vou à terapia. Assim, consigo manter minha autoconfiança e auto-estima em dia – chaves primordiais para que possamos aceitar nossas conquistas.

Comece a olhar para dentro, perceba suas próprias potencialidades e esteja prontx para o seu sucesso 🙂

Texto baseado no texto “How to beat the imposter syndrome feeling”do site 99u e na matéria “Você tem medo do sucesso?” publicada na revista Você S/A publicada em fevereiro de 2014.  

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