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10 coisas que não te contaram sobre ser freelancer

junho 28, 2017
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Ilustração: autor desconhecido

Fazer seu próprio horário, tirar férias quando quiser, resolver burocracias durante o dia, não ter chefe… Parece tudo muito incrível, né?! Mas a vida de freelancer não são todas essas flores não. Quer saber umas verdades? Então fiz uma lista sobre minha experiência como autônoma:

1- Gente grande: vida de freela é vida de gente grande. Você precisa se organizar com seu tempo, finanças e demanda de trabalho. Você é responsável por exatamente TUDO que acontece na sua vida profissional. Por isso é sempre bom ter bons contatos, fazer um bom trabalho e deixar as portas sempre abertas.

2 – Feriados: Quem é freela não tem feriado, nem fim de semana. Quer dizer, eventualmente você vai ter, mas nosso planejamento profissional não é feito baseado em folgas que teremos no mês. Na minha vida de freela, inclusive, eu quase não sabia qual dia da semana eu estava. Me perdia direto. Mas a parte boa disso é que ouvir a música do Fantástico no domingo não doía tanto e as segunda feiras não eram tão ruins assim.

3 – Finanças: De repente, você tem que organizar seus pagamentos: o que entra, quando entra e o que sai. De repente, você tem que pagar sua própria previdência, plano de saúde e sua comida. Tem que ter computador próprio, pagar conta de luz, telefone e água. Gastos com papelaria (papel, lápis, grampeador, post-its etc) saem todos do seu bolso e no fim, sobra bem menos do que você esperava.

4 – Orçamentos: Pensar nos valores do meu trabalho sempre foi complicado pra mim. Até hoje ainda sofro em escolher se cobro por hora ou pelo projeto completo. Chegar em um valor que não seja muito baixo para que você não se arrependa, nem muito alto pra que o cliente não aceite é sempre difícil. (Mas pra essas horas, eu tento seguir a tabela da Adegraf que me ajuda muito.)

5 – 13º e férias: Não, você não vai ter férias remuneradas, muito menos aquele 13º no final do ano. Por isso, pra viajar, eu sempre juntava o dinheiro certinho que iria gastar nas viagens. Pros presentes, festas e viagens de final de ano é preciso planejar também – e pedir para os amigos não pirarem nos custos destes eventos.

6 – Gastos: Quando você tem um trampo fixo é bem mais fácil de fazer compras no cartão, você sabe que sempre vai ter dinheiro entrando. No caso do freela, você nunca sabe quando vem e quanto vem. Por isso, quem é esperto, joga fora o cartão de crédito e gasta apenas à vista. Planeje seus gastos!

6 – Salário: Freelancer nunca sabe quanto de dinheiro vai receber no mês e, ultimamente, as empresas andam demorando, em média, 60 dias depois da entrega do contrato para fazerem o pagamento – pelo menos no mercado editorial. Isso quando não estão com “problemas de caixa” e demoram mais. Então, é bom ter um dinheiro guardado na poupança para possíveis emergências.

7 – Expediente: Por trabalhar em casa, muitas pessoas acham que freelancer é  desempregado. Elas vão querer ir na tua casa para te visitar durante seu expediente, marcarão encontros no meio do dia etc. Tem dias que estaremos de bobeira mesmo, mas no dia que temos job, normalmente o prazo é pra amanhã e é preciso foco. O trabalho de um freela demanda o mesmo tempo e dedicação que qualquer outro, então concentração é primordial.

8 – Preocupações: Quando você fica sem job, a primeira coisa que vem na cabeça é: fodeu. Depois você se imagina debaixo da ponte ou voltando a morar na casa dos pais, caso more sozinho. Dias sem dormir pensando se vai conseguir pagar o aluguel ou se vai ter que vender seu corpo é um sintoma meio comum. Mas, daí, de repente, do nada, aparece um e-mail com um freela no teu e-mail e tudo se acalma. Quando você tem um trampo fixo e tá jobless, a sua única preocupação é esperar o próximo trabalho chegar.

9 – Guarde dinheiro: Eu li uma reportagem há um tempo em que um cara do Sebrae falava que um cenário ideal para um freela é ter pelo menos seis meses do seu último salário em uma poupança ou investimento. Assim, a insegurança de não saber quando o dinheiro entra não te martiriza tanto. Acho que é um bom plano para emergências.

10 – Autônomo x contratado: Os freelancers vão estar sempre reclamando de como é ruim ser freela e da saudade da segurança que uma carteira assinada dava pra eles. O trabalhador fixo, vai estar sempre reclamando que queria poder mandar no seu próprio tempo. No final das contas, as pessoas vão sempre reclamar, independentemente da sua posição, porque a grama do vizinho sempre vai estar mais verde.

Apesar da lista parecer bastante negativa, é mais simples do que parece, mas é preciso organização e foco para ter uma vida freelancer saudável. Quando era autônoma, mesmo quando estava tudo de cabeças pra baixo, eu sempre dava um jeito com as finanças. Tinha meses que esbanjava dinheiro e viajava pra fora do país, tinha mês que eu estava no cheque especial e não saia pra não gastar, mas a possibilidade de poder ser dona do meu destino era muito bom. Se você souber viver essa vida de um jeito responsável e leve, você tira de letra.

Antes de fazer essa decisão, reflita se você consegue lidar com todas essas questões e planeje-se. Se você estiver prontx, bata no peito e vá. Mas também lembre-se: nenhuma decisão é eterna. Se você virou freelancer e sacou que isso não era a sua praia, procure um emprego fixo. Se cansou do fixo, volte pro freela. O mais importante é você entender qual tipo de trabalho é melhor pra você e pro seu estilo de vida. Relembrando: faça por você, não faça pelos outros.

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4 Comentários leave one →
  1. junho 29, 2017 1:24 pm

    Bem a minha vida! Adorei as dicas ❤

  2. julho 4, 2017 2:09 pm

    ADORO OS SEUS POSTS!

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