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As pessoas não compram o que você faz, elas compram o porquê você faz

maio 26, 2017

Ilustração: Rebecca Green

Quando comecei a ilustrar, eu tinha uma lista de ilustradores que admirava. Naquela época, eu tinha uma certa familiaridade com o facebook e o Instagram tinha acabado de ser lançado. Não existia o costume de ilustradores compartilharem seus trabalhos pelas redes. No máximo, tinha o portfólios dos caras e, por sorte, um blog. Pra mim, o trabalho desses desenhistas estava fora do meu alcance. Eles eram tipo Deuses e eu nunca teria contato com eles.

Daí, que as mídias sociais foram tomando força, as pessoas começaram a expor o seu dia-dia nas redes e eles também.  Aquele ídolo que parecia muito distante, ficou próximo pois eu podia ver como era sua rotina. Era fácil ter acesso a seus processos criativos, sketchbooks e seus momentos pessoais. De repente, eles eram gente como a gente.

Com a onda de sustentabilidade (graças a Deus!), “faça você mesmo” e “compre local, não compre global”, foi mais fácil também ficar mais perto e conhecer ao vivo as pessoas que produziam o que você consumia. As minhas compras começaram a ser influenciadas muito mais pela história que tinha atrás dos produtos do que ele em si. Saber que tinha uma pessoa de verdade por trás do processo da criação do que eu cosumia, que poderia ser muito parecida com você, fez com que essas coisas tivessem um significado maior. Um porquê de eu estar consumindo.

Pois você deve se perguntar aonde eu quero chegar com essas duas histórias acima, né?! Pois bem, quando resolvi que iria vender meu trabalho de forma independente, pensar como consumidora foi fundamental. Queria apresentar meu trabalho da mesma forma que gostaria de receber as coisas que consumo. Eu quis me aproximar do público pra mostrar de forma honesta o meu processo de trabalho, compartilhar minhas dúvidas e não olhar para eles como meros telespectadores – eles também eram protagonistas das minhas criações. Me aproximar dos que gostam do meu trabalho e dos artistas que eu admiro me fez sentir que esse caminho eu não tinha que atravessar sozinha. Que era uma via de mão dupla. 

Todo produto criado por uma pessoa, e não uma máquina, carrega uma essência, energia e sentimento. Foi isso que me fez me aproximar de quem eu admirava. Em diversas vezes, fui cara de pau e enviei mensagens para meus ídolos e algumas deles viraram meus amigos ou me deram dicas que mudaram a minha vida. 

Minha maior dica, então, pra quem está começando é não ter medo de perguntar quando tiver dúvida, mostrar seus processos, ensinar algo que já sabe, compartilhar o porque que você criou algo e falar com as pessoas. É isso, afinal, o que elas querem: saber que existe vida e história por trás das coisas.

Como já dizia o escritor Simon Sinek: “as pessoas não compram o que você faz, elas compram o porquê você faz.” Se você quer realmente se sentir inspirado, assista a uma palestra que ele deu no TED (link abaixo). Mudou a minha vida em relação as coisas que consumo, a ser um consumidor fiel ou fã. É consumir e criar aquilo que você acredita. 

Este texto foi baseado no TED de Simon Sinek – Como grandes líderes inspiram ação 

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